domingo, 2 de dezembro de 2018

Obey...




" Obedeça doce anjo

Minha cria que amo
Protejo e cuido 
Venha minha pequena, Obedeça...

Beije as costas de minha mão
Mostre o respeito 
Carinho e desejo 
Afinal sou eu, seu amado, Obedeça...

Estou aqui com você
Hoje e sempre
Não fuja minha petzinha
Fique junto, trema e tenha prazer, Obedeça...

Imersos em nossos deleites 
Esquecemos tudo em nossa dança
Venha minha succubus 
Dance e rodopie, deixe-me guia-la, Obedeça...

Sou seu entregue e postado, aos seus lindos pés
Sinto seu gosto, seu prazer, seu gemido escorrido
Eu imploro fique aqui, junto a mim
Sou seu de corpo e alma, amada rubra, eu obedeço..."


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Flerte...



" Não consigo resistir
Bela dama
Provocante demônio
Inflama meu ser...

Pensamento 
Tão agradável
Solto
Sonho real...

Saborosa dança
Louco devaneio
Triste fim 
Cume e queda...

Minha Succubus
Rubra como meu sangue
Desafiante como meu ser
Livre como meu desejo...

Venha, pegue minha mão
Deixe-me sorver seu néctar
Doce âmbar a me lambuzar 
Veja meu sorriso, meus lábios...

Nuble sua visão 
Permita que eu conduza essa dança
Siga meus passos
Agora é minha convidada, minhas única...

Sinta meus toques
Meu cheiro com o seu 
Suor e saliva
Amor e insperada dor...

Succubus minha
Livre como os sonhos
Queime minha vontade
Dance comigo, seja minha, me sorva...

Assim novamente 
Escuto nossa musica
Bailo contigo 
Desejando essa loucura insana...

Beije-me, marque sua presa 
Abrace-me, esmague essa vontade
Use-me, sem pudor e sem rancor
Venha se banhar em minha luxuria...

Pegue minha mão 
Acompanhe minha dança
Olhe nos meus olhos
Veja o que sinto...

Mesmo que seja uma noite, ou dia
Permita que eu viva
Seja minha como sou seu
Una sua alma, seu corpo, seu espirito...

Sinta o que sinto
Minhas sombras tem desejos
Venha saciar, mesclar, enfrentar
Veja o mundo com meus olhos..."

terça-feira, 4 de setembro de 2018

ando a Lembrar...


" Louca noite
suor a pingar
lentamente 
cheiro devasso...

Quente lembrança
olhares
mordidas 
desejo esquecido, tenro...

Me enlouquece
morda e sugue
sou esse devoto
entregue a nosso desejo...

Marque-me 

deixe sua marca
não sobrevivo sem esse vicio
essa luxuria, sua, minha...

Seus detalhes me atraem
sua dança lenta
implorando por mais
somos loucos, no cio, no amor...

Pare o tempo
por um segundo
permita-me ficar assim
eternamente tolo apaixonado...

Estou em suas mãos
entregue lobo 
sou sua caça
aproveite me devore...

A aluna superou o professor
agora eu, sedento
me afogo em seus gemidos
esse prazer arrancado, gritado...

Feche os olhos 
encoste e durma 
mesmo que seja por minutos
apenas eu e você, nós em nosso mundo...

Louca noite
adeus sem um beijo
um ultimo olhar 
e seu cheiro, seu gosto, a me lembrar..."



domingo, 19 de agosto de 2018

Micro conto: Novamente. . .


Novamente domingo.
Outro dia à toa.
Triste e vazio.
Aquele sentimento que sou nada
Ou até pior que isso.
Olho tantas vezes pela janela.
Suspirando e pensando.
Naquele passado, naquela frase não dita.
Não faz sentido.
Não deveria sentir isso, mas sinto…
Noite cai e a madrugada avança.
Por que me deixou?Por que não voltou?
Eu iria perdoar qualquer erro, qualquer vacilo…
Imagino tantos futuros bons.
E esse sono que não vem.
Quase é hora do Sol nascer.
Não sou tão forte assim. Nem um pouco.
Novamente segunda, nesta data…
Aquela que você me deixou, nunca mais voltou.
Poderia ter me chamado iria te acompanhar.
O que me resta é esse luto. Essa luta.
Dia após dia. E novamente nesta segunda.
Vou te visitar em sua última morada…
Nada faz mais sentido...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

terça-feira, 20 de março de 2018

Texto Solto. . .




" Não sou eu que corto seu destino.
Seus quereres.
Muito menos atrapalho seus amores.
Amor é muito mais que isso.
É permitir voar.
Deixar o outro ir em outros portos.
Conhecer o mundo e se assim quiser,
voltar.
É triste pensar que acha que iria te atrapalhar.
É muito triste achar que cortaria seu destino...
Nunca fiz isso antes, mesmo quando era mais egoísta.
Agora que estou mais...
... Triste, apático, frio e amargo... Não o faria.
Sou amigo, não inimigo.
Sou um cobertor não o frio.
Sou um vento, brisa suave...
... Não a tempestade que gera medo.
Mesmo assim estou aqui.
Mesmo depois de tudo.
Distante e observando.
Deixando voar e quem sabe...
... Ser o ninho no voltar.
Lembre de quem sou.
Lembre do amor que tenho.
Lembre..."

segunda-feira, 19 de março de 2018

Micro conto : Afeto e indiferença...


" Em um tempo perdido.
Um casal conversava.
A Voz bela e delicada, cantava animadamente.
E o Violão forte e dedicado, vibrando a cada instante.
Ambos formavam uma linda Musica.
Encantava a todos.
Juntos poderiam tudo.

A Voz embalava e sozinha as vezes seguia.
As vezes segura de si espalhava amor.

Outras vezes quase emudecida sussurrava.
Se sentia tão livre com seu Violão.
E as vezes tão dependente, e não gostava disso. 

Queria desapegar ou apenas ser e não ser.

O Violão robusto ecoava.
Suas cordas de metal pareciam as vezes tão frias.
Que apenas se sentiam vivas junto a Voz, sua amada.
Queria sempre estar perto, ser útil.
E esquecia de si mesmo, da beleza de seu toque.
Queria estar perto e quase encobria sua Voz.

Ambos as vezes brigavam.
Discutiam e perdiam o ritmo.
Gritavam e faziam barulhos intensos.
Beiravam a loucura, indiferença. Solidão...

Mas entendiam que amar era assim.
O afeto é ser livre e estar perto.
Não necessariamente juntos, no mesmo tom.
Cada um pode ser o que verdadeiramente é.
Ser desapegado não é ser sem amor.
É voar como se quer com quem se quer...

Logo a Voz e o Violão se encontravam.
Faziam o que sabiam fazer.
Amor, amar, estar e ser.
Mesmo sem estar.
Ter o carinho e saber que a união
Seria assim leve. Como uma Musica, como a vida.
Um desapego amoroso..."

Toque...




"Sua beleza toca
enaltece
enlouquece
vicia como droga
faz sonhar
até um breve amar
maldita tua virtude
em me fazer
querer
quando não
devanear
quando devo viver
Succubus rubra
em seu prazer
esse lento toque
eu observo
seu clássico
é leve, claro, suave
intenso
Bendita demônio
que me faz almejar
essa musica. "

sábado, 17 de março de 2018

Tempo. . .


" Desde do inicio
quando estive com você
de nosso primeiro olhar
um beijo com carinho, sabor proibido...

Tudo é vivo e belo
uma musica lenta
capaz de salvar essa pobre alma
segurar esse monstro, pecado improprio...

Mas parece que o tempo acabou
a musica fez uma pausa maior
eu parei e esperei
e você só continuou, passou por mim...

Agora lentamente eu vou atras
dia apos dia
mas você não olhou para trás
apenas me deixou, e eu sempre te esperei...

Agora o dia passa
nem mais pergunto por que fez isso
eu daria o mundo, venderia minha alma
porem estou muito atras, jogado com um par de dois...

Sempre estive com você
esse sentimento que vai
e volta sempre
não me deixou nenhum momento, como sou tolo...

Eu continuo a correr
mas sinto que não quer mais
ser minha cúmplice, parceira
eu agora estou tão perdido, apenas triste...

Vejo que está indo muito rápido
poderia olhar para trás
me esperar
ou apenas ir mais lentamente, me dar a mão...

Mas sei que muitas vezes eu disse vá
voe com suas asas
infelizmente
não sou um bom cobertor, que frio vazio...


Agora sinto a espiral
essa escuridão me alcançando
e mesmo que eu corra
não sei se dessa eu escapo, então vá e me deixe...

Não olhe para trás
finja que sou areia soprada
o ar frio de outono, chuva quente do inverno
sou apenas um segundo, perdido nesse tempo..."

sexta-feira, 16 de março de 2018

Micro conto: Perfume...



" Corriam.
Depois de um longo tempo se abraçavam.
O amor, carinho e desejo transbordava.
Não eram namorados ou ficantes, eram apenas eles.
Ele usava o cachecol que ela fizera.
Ela usava o blusão dele, largo e antigo.
O mundo era esquecido ambos só viviam aquele momento.
Sorrindo o maior puxa a fazendo sentar no colo a abraçando.
" Sabe que amo seu perfume" dizia a menina o mordendo "Meu,meu..."
Fazia carinha de levada.
"E eu viciei em seu perfume." Sabia ele que ela quase não usava.
Mas seu cheiro já era marcante para ele. Algo único.
"Somos como perfume sabia." Ela o olhava nos olhos, o beijava.
Seus cabelos sempre diferentes caiam pelo ombro, ela sorria.
Ele muito maior que ela a enlaçava com um abraço, seu cobertor.
" Por que somos assim?" Curioso perguntava deixando a mão pousar no quadril.
"Um dia somos fortes, marcantes... Outro dia nem existimos..." Dizia ela abraçando-o.
"Hum?" Ele franzia a testa tentando entender.
" Não fique assim seu bobo." Ela massageava a testa dele. " Somos assim, simplesmente assim." Sorria.
Entendia mas a testa continua tensa, sentia o toque dela e sorria. 
" Gosto de perfumes únicos, daqueles que marcam, daqueles que você lembra com carinho." Cheirava a menor com um carinho provocante no pescoço. "Amo seu cheiro..."
" Bobo..." Se beijavam lentamente. Esquecendo o mundo, problemas, empecilhos.
Assim eram eles.
Ele voltava sozinho e abraçava o cachecol sentindo o cheiro de sua amada, sorria.
Ela voltava sozinha e se cobria com o blusão e misturava seu perfume com o dele.
Ambos tinham sua vida.
Seu caminho, seu próprio perfume.
E formavam um perfume único juntos. 
Enquanto fosse assim livre."

Sangue. . .


" Parabéns
 conseguiu matar

o que restava em mim
esperança, paz, amor...

O que resta agora ?
esse monstro
maldito
vagabundo...

Rasgo minha carne sim
irei enlouquecer
já estou mesmo morto
nada mais importa...

Devo agradecer
afinal morre a parte fraca
humana

patético romântico...

Nem a morte me deseja
afinal estamos em uma dança 

desencontrada 
ou apenas ela não quer me ver...

Continuo nessa existência inútil
completamente pobre
fraca

tênue felicidade...

Vida sem sal
sem sabor
sem nenhum amor
desisto...

Não sinto mais nada
dor, anseio, esperança, intensidade
apenas esse resto
um monstro desforme...

Não possuo mais fome
não possuo mais vida
um vazio
finalmente o nada venceu...

Agora sinto o sangue pingar
porem nada acontece

é como uma maldição
ser o ultimo, definhando...

Não sirvo para nada
nem para ser um brinquedo
sou apenas um maldito
 um pedaço de lixo as moscas...

Agora não importa mais
o espelho quebrou 

como algo dentro de mim
não quero mais, não vou mais...

Sou um monstro
arrastarei os dias
perdi o jogo, sou carta fora do baralho
obrigado por destruir o pouco que existia...

Vazio
frio
reflexo dessa alma
triste, tola, maldita e sem sentido. . ."

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Micro conto : Juntos...



" Acordo.
Sinto o ar fresco da manhã.
Vejo que ainda está do meu lado.
Coberta jogada de canto.
Um sorriso belo e um respirar lento.
Acarinho seus cabelos.
Toco sua pele e lembro do seus dizeres...
" Pele com pele, sou tão fraca pra pele..."
Sem dizer nada, continuo o carinho.
Acompanho seu sonhar.
Bom e cheio de prazer.
Depois lento e raivoso, e te protejo...
Seu calor me enlouquece.
Me comporto, mas desejo você.
Seu cheiro e seu gosto.
Meus dedos tocam os seus, carinho sincero.
Encosto meu corpo no seu.
Beijo seu rosto e vejo seu sorriso.
Volto a dormir, por hoje, como eu gosto...
... Juntos." 


sábado, 30 de dezembro de 2017

Loucos...


" Me lembro, como me lembro
quando naquele momento perdi a cabeça
existia um bom vento
algo tão agradável naquele lugar
suas emoções eram um eco
belo de se ver, uma dança
em salão vazio...

E logo após você saiu por ai
sem tomar cuidado
e sim, eu estava tão longe, fora do alcance
mas foi uma falha minha, fui um tolo
achava que sabia demais
e no fim, admirava seu bailar...

Isso me faz um louco ?
Um maldito desvairado?
Tolo insano?
Enamorado?
Bem provável...

Ao longe torcia por sua felicidade
cada passo um momento de sua vida
cada giro em outra parceria
e meu desejo era ter em meus braços
ser eu o seu dançar...

Abençoada seu ritmo
cada experiência que forjou o que admiro
quem você é
tudo aquilo que me encanta
lembre-se menina
quem tem o controle da situação
é você
quem guia essa dança é você...

Eu sei que as vezes
tudo é tão louco
uma tormenta perdida
uma musica sem compasso
mas devemos acertar o passo
assim como faço, as vezes...

Somos heróis, coragem de continuar
mesmo com um limbo a se desenhar
lutamos com nossas forças
choramos e sorrimos nessa valsa
somos tão parceiros
e, não é por coincidência, acabei sendo
seu parceiro, seu amigo, seu amante...

Talvez eu seja louco
talvez você seja louca
talvez sejamos loucos
e provavelmente, ainda bem
somos assim...

Ainda me lembro
como perdi a cabeça
sorri feito menino
quando começamos a dançar
flertar com o destino
entrelaçar as vidas, as almas
e assim somos
loucos dançando
nesse mundo..."


Doce vinho, você...



" Doce vinho que me encanta
seus traços intensos
formosos um tanto ácidos
as vezes...

Sua beleza e intensidade
pequena menina 
que saboreio lentamente
de sabor marcante, vivo e intrigante...

Seu buquê me inebria
encanta
me faz perder em lembranças
sabor amadeirado de suor...

Tão complexa
difícil de ler, sentir, ter
tão fácil de amar
de viciar...

Pequena lolita elegante
com seus traços marcantes 
retrogosto impossível de esquecer
como poderia, é tão única...

Bailo em teu corpo
saboreio cada momento
afinal pode ser a ultima taça
o ultimo gole...

Bruta delicadeza
aveludada e aromática pele
tão fácil de marcar
como não amar...

Marcas tão belas
o passar do tempo
lhe deixa apenas mais
e mais bela...

Proibido desejar tanto?
Será esse lobo velho viciado?
em suas curvas, em seus aromas
em seus teores...

Abuso é ter em meu paladar
seu fino tanino
degustar e sorver
e pensar... Nunca mais ter...

Doce vinho que me prende
lembrança em tormenta
paixão por um sabor único
dessa bebida chamada você..."


Ciúmes...



" Admito
não me orgulho muito
sinto
amargo
delicio
tal fruto proibido
meu olhar lentamente te segue
lhe quer
minha mente
tão tola
imagina tantas vertentes 
tantas portas, janelas, caminhos 
e planos...

Admito é uma dualidade
desejo tanto seu melhor 
felicidade e eterno prazer 
e sei que pode não ser comigo
porem ainda me mordo
me pego pensando
tolo velho 
lobo que observa a alcateia de longe
hoje eu posso dizer 
que admito...

Assumo 
esse grito que está travado
clamor de apenas dizer
o que sinto é bom
verdadeiro 
não é um prender
é apenas um admirar 
um sonhar
eu admito..."

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Silencio. . .


" Em silencio te olho
vejo suas escolhas 

cada uma 
mais e mais afastada...

Doi na alma querer falar
pedir para ficar 
lutar com minhas forças 
mas em silencio, respeito...

Fiz e faço tudo 
luto, movo, corro, choro 
mãos em sangue
o que mais poderia fazer, silencio...

Sinto algo diferente do que vejo

me diga que estou errado
diga que minha intuição está errada
quebre esse silencio...

Não aguento tanta dor
consegue imaginar ? 

preferir um abraço quente da morte
que continuar a viver, em silencio...

Sinto vontade de arrancar as entranhas

fazer tudo parar 
nao ter mais essa dor 
presenciar esse silencio...

Tento continuar 

rastejar pela vida 
sobrevivendo
é o que faço em silencio...

Cansado desse silencio

dessa vida
da dor
amor..."

Amar vício meu . . .


" Amar é um vício.
Que enlouquece e seduz.
Cega e mutila aos poucos.
Nubla os pensamentos.
Enche seu corpo de prazer.
Êxtase e luxúria.
A pior parte dele é abstinência.
Doi nas vísceras.
Alma que antes dupla,
Dança sozinha em amargo tom.
Corpo lacerado.
Vício maldito.
Amor."

domingo, 17 de setembro de 2017

Micro conto : Noite...


" Acordo assustado.
Como uma criança, me escondo.
Barulhos e vozes me atacam, me apavoram.
Meu corpo imóvel, gélido, um torpor.
Meu coração parece parar, lento, fraco.

Sua voz me acalenta.
Protege e aquece.
Agora me sinto seguro.
Em seu colo, novamente, sou adulto.
Não temo nada.
Tenho vontade de beija-la.

Tocar e possuir.
Loucura seria, mas meu corpo implora.
Meus lábios tocam e ardem.
Desejo pervertido que me consome.

A cada momento me sinto mais vivo.
E minha energia é sua. Minha vida é sua.
Por fim caiu, ela me consumiu como iguaria.

Um prato que ela sorri satisfeita.
Acordo assustado.
Como criança, me escondo..."


Para que . . .


" Quantas vezes 

me encontro nessa 
encruzilhada
nesse abismo sem volta...

Penso que pode melhorar 

luto com minhas forças 
junto meus cacos 
para que ?sempre perco...

Sou um perdedor 
um fracassado 
um maldito bastador 
que apenas sobrevive...

Implorando por migalhas 
respirando por favor
agraciado pela pena
entre as sombras como um rato...

Tento me reerguer 
buscar minha felicidade
um sorriso que seja
para que ?

Nem um bom dia sou digno
um abraço apertado
nem um carinho
nada...

Espero que a morte venha
me abrace 
finalmente um doce abraço
assim posso me sentir amado...

 Continuo andando
caminhando nessa trilha
lobos e corvos
ninguém se importa, iria eu o fazer
pra que ?

Perdedor, grande perdedor
melhor dos fracassados
pai bastardo, inútil
sobrevivente de que? Para que ? "

domingo, 20 de agosto de 2017

Torpe ilusão...


" Torpe ilusão 

maldita angustia 
necessidade que rasga
dilacera essa alma...

Vontade 

não faz mais sentido
nem direção realmente tem
maldição disfarçada de bênção...

Voraz labuta

lapidar essa bruta 
chagas 
corroí entranhas, tolo desalmado...

Apenas um fantasma
um ser sem peso
forma 
importancia...

Um passado efemero
isso que sou 
um sopro antigo 
extirpado de seu ser...

Assim continuo esse caminho
dia apos dia
sendo limado 
cortado, separado, humilhado...

Maldita compreensão
sabedoria tola 
tantos e tantos momentos 
cuspidos e amargados...

Sou um idiota
maldito bastardo
um puto desalmado 
não mais amado...

Sonho infrutífero 
solitária forma de viver
existir 
apenas um fantasma...

Ignorado
jogado 
apenas 
um fantasma...

Torpe deleite
infeliz pensamento
rasgo minha vida, existencia, necessidades
desisto dessa vida, alma suja inútil..."


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Micro conto: Guerreira...


Guerreira.
Treinada, moldada, hábil e sagaz.

Muitos poderiam dizer que é loucura,
      outros nem acreditariam.
Ela forte mulher enfrentaria, tantos inimigos.
      Dezenas e dezenas de ferozes cães,
      de arma riste, apontadas para a heroína.
Sem nem suspirar se joga contra terríveis criaturas,

      uma a uma tombando, derramando seu sangue,
      espirrando no corpo alvo da jovem espadachim.
Regente da situação, delicadamente derruba seus nêmesis,

      em seu olhar a serenidade de uma alma forjada.
Seus oponentes tentam resistir, 

      lutar e se opor a tal ágil lutadora,
      apenas suas vestes se rasgam
      mas nunca é tocada.
Seu corpo é uma arma, finamente utilizada
      cada giro, cada sorriso, ela está em seu lugar.
Banhada pelos inimigos feridos e caídos, 

      finalmente ela suspira, aliviada.
Deusa das laminas anda sobre os derrotados,

      em insano êxtase sorve sangue da lamina,
      seu corpo escorre suas vitimas.

Observa seu espolio.
Satisfeita.
Nascida para guerrear. 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Árido. . .


" Terra árida

maldito caminho
terra seca 
maldita vida...

Ando pelo deserto

sozinho
pensativo
triste...

Serei eu quase tão árido

volúvel como esse punhado 
de areia
maldita vida...

Vivendo de restos 

sem nem amor 
nem uma gota de água 
lábios rachados...

Pés descalços 

sinto o queimar lento
as feridas abertas 
o estômago já sem vida...

Não sinto mais minhas mãos 
quanto tempo vai durar 
tempo esse a não passar
diga-me o que fiz, que pecado cometi...

Deixo meu rastro 

mas ninguém vai procurar 
é um caminho sem volta
terra seca...

Nos poucos momentos 

entre o frio e o calor 
os olhos pesam 
pesadelos vem, apenas retorço...

Tantas vertentes 

essa escolhida 
longe do que realmente poderia ser 
maldito caminho...

Agora corvos me olham 
nem banquete serei 
magro
perdido...

Chacais caminham 
esperam meu cair
o fraquejar dessas 
velhas pernas...

Minha mente me trai
atrai 
novamente para esse deserto sem vida
terra árida..."