domingo, 4 de maio de 2014

Edipo e a Esfinge...


"Entrega forma de sensação
deliciosa forma de pincelar a mente
tocar... lapidar
doce sede de entender...

Moldo as palavras
escrevo meu querer
degusto cada verbo
reescrevo meu ser...

Fome de prazer
de loucuras
de luxúria
marcada na carne...

Solto gemido
segurado
no apice
de prazer perdido...

Angústia da prece
antes do perdão profano
gemidos delicioso
bem colocados...

Gemido longo
e prazeiroso...
agudo
e manhoso...

Gemido tem que ser assim
delicado...
dengoso...
entregue...

Suspirado em completo extase
deve ser agudo...
manhando com as maos
segurando e rasgando o tecido... 

Entregue aos meus toques
a minha vontade
ao seu destino
a nossa comunhão...

Ajoelhe e reze
confesse seus pecados
peça perdão, gozo e dominação
devota a mim...

Em sua vestes pretas
eu busco o casto
rompo o genesis até o apocalipse
me esbaldo na maça, pecado e luxuria...

Agora diante mim puxo a guia
voz e mente
fome e desejo
nunca acaba … nunca cessa...

Enquanto a mao vai
no seu pescoço
apertando
olhando firme... Devorando...

Morda o pulso
com força
marque
mostre a intensidade
seu prazer...

Nao sou de ninguém
possuo mas nao sou possuido
sou um lobo livre
acompanha quem quer quando quer...

Sou arredio
sou um lobo selvagem
velho desgostoso amargo e denso
nao gosto de ser preso
so acompanhdo...

Esse é minha comunhão
união
meu casamento
minha coleira...

É a simbiose
é o partilhamento
é o companheirismo
é a divisão das armas...

Siga nessa espiral
Possua-me com palavras
Entrega-se como mereço
Uni-me a ti... em pleno...

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário