sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Não seja rude...


 
" Novamente corro para você
que dia é hoje ?
de segunda a domingo
estou ao seu dispor
com um sorriso bobo nos lábios...

Tenho tantos sonhos
mas parece que as vezes 

nenhum deles 
parece bom demais
ou são apenas sonhos perdidos...

Não seja rude comigo 
hoje não 
escalei tantas montanhas 
matei tantos leões 
enfrentei tantos medos, aqui estou...

Sei que não sou perfeito 
alias o que mais tenho são defeitos
mas tento melhorar 
ser um homem melhor 
quem sabe assim, uma boa escolha...

Tenho tantos sonhos 
somos companheiros 
amantes 
um casal apaixonado 
dois seres se amando loucamente...

Não seja rude comigo 
não dessa vez 
caminhei tantas horas 
estou com tanta sede 
meus pés doem tanto...

Mesmo assim estou aqui sorrindo 
o que peço é isso 
não seja rude 
não me faça sentir idiota 
só quero seguir meu coração... 

Tenho tantos sonhos 
efêmeros
alguns tão belos 
outros tão bobos
meus sonhos, perdidos, apenas sonhos..." 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Meia-luz Sinuosa...


"  Encontro seu desejo
minha loucura 
meu anseio 
nessa penumbra arqueada...

Suas curvas me encantam
um tolo menino admirando 
as perigosas reentrâncias
convidativas, perigosas, atraentes...

Seu olhar como a de um predador 
sua respiração tensa 
cheia de fome, sede 
língua a passear nos lábios...

Hoje e somente hoje
sou sua presa 
a escolha do cardápio
e no fim gosto de o ser...

Ajoelho diante de tal deusa
senhora de minha vontade 
deusa que oferendo-me 
paz e caos, foco e luxuria...

Leve-me para sua escuridão
consuma esse jovem apaixonado 
guiado por suas mãos
usado por sua libido...

Sou um fiel seguidor 
que se entrega pleno e devoto
ao ser chamado 
seria eu o escravo dessa paixão? desse devaneio...

Escuto no crepúsculo
gemidos, arfares, pedidos de mais 
dedico minha existência a esse momento 
satisfazer aquela que tanto quero, tanto penso...

Sombria curvatura
insana visão que arde em minha mente
sua voz a me chamar, gritar, procurar
nossas longas noites...

Depois de tudo succubus rubra
aqui estou, a sua espera 
venha e me devore, se alimente de mim 
faça o que apenas e somente você consegue...

Na meia-luz te espero
nosso encontro soturno
sinuosa forma de amar 
perdidos nessa noite, e em outras..."



sexta-feira, 15 de julho de 2016

Doce insensatez...



" Noite incoerente
desejo desregrado
coração acelerado
minha pequena entregue...

Em minhas mãos
encontrasse sua insanidade
seu clamor, sua dor, seu amor
chama efemera a brilhar por mim...


Absurdo
minhas marcas em seu corpo
tapas, mordidas, abraços e mordaças
seu corpo imóvel, entregue 

em cada fibra ao seu prazer...

Disparate de sons
gemidos altos e longos
murmúrios de mais
reza de volúpia luxuria...


Nossa dança imprudente 
belo corpo servindo de instrumento
dedilhar habil e sagaz, buscando

invadindo, procurando, caçando seu interior...

Simbiose louca, tensa, densa
corpos unidos em lenta marcha
troca intensa e sedenta

cada tom em mais fino balanço...

Cegueira açucarada 
todos os caminhos percorridos
dadivas buscadas e entregues 
em suor, saliva, gozo e prazer...

Heresia dessa reza profana
em seu ultimo terço 

voltamos ao começo
sorrindo, desafiando, uma nova rodada...

Manhã de deleite 

fome saciada, desejo satisfeito
corações unidos, peito com peito, respiração una
minha pequena, seu senhor, 
nosso querer perdido, nessa doce insensatez..."

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Dos pés a cabeça...


" Achei que fôssemos amigos
pensei que éramos cúmplices

desse crime 
que chamamos de vida...

Essa noite, não sei
pode ser nossa ultima 

é como nossa
primeira...

Sei que você
não é uma princesa
não precisa de cuidados 

e mesmo assim estou aqui...

Estou sendo seu conselheiro

novamente
aqui ouvindo sobre tudo
perdido em seu olhar, sorriso, ser...

Como esquecer ?
tudo que conquistou e me ensinou

e mesmo assim as vezes me sinto 
tão perdido...

Com cada gesto 
esses momentos especiais
como pode acontecer 
será que esse nosso amor pode acabar ?

Você é a única

que me conhece da cabeça aos pés
cada desejo, cada piada ruim, 
cada declaração furada de amor, até as mentiras...

Feche essa porta 
não saia  essa noite
esqueça a todos 
vamos fingir que nada há...

Agora escrevo nessas linhas tortas 
o que estou sentindo 
essa vontade de te abraçar 
apenas pensando...

Eu sei que um dia 
poderemos ser tudo isso, novamente 
mas nesse fim enxergo 
sou apenas um menino, com medo 

Você é minha melhor amiga 
única a me reconhecer
tirar de mim o melhor e esse pior 
minha tormenta e meu paraíso...

Bom agora deixo partir 
mas se desejar 
pode voltar
quem sabe fingimos que nada mais há..." 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Pior voz . . .



" Olá novamente
Como vai meu querido perdedor
O que foi dessa vez ?
Chorando e sozinho...

Não esquenta
Estou aqui
Afinal sou o único
Vamos conversar um pouco...


Você é um lixo
Incompetente
Um ser de merda
Com uma vida igualmente merda...

Suas capacidades são ridículas
Você é imaturo
Insuficiente
Sujo no mais amplo dos sentidos...

Um bebe chorão
Nocivo
Parasita vil
E muito mal estruturado...

Pervertido imundo
Antro de pragas
Pensamentos repetitivos
Louco de dar dó...

Acha mesmo
Que irá mudar algo?
Que algo irá mudar ?
Esqueça, seu destino é esse...

Continue olhando seus amigos
Esses pequenos frascos de alegria
Afinal encerrar tudo
É o que acontece quando o show termina...

Quantas vezes esteve aqui?
À beira desse precipicio
Ele a sorrir
Te convidar...

Sempre estive ao seu lado
Nunca me ouviu
Eu sempre a dizer
Fracassado...

Não fique nervoso
Afinal nunca resolveu nada
Alias nada nunca resolveu não é
Sempre trocado, humilhado, jogado...

Engraçado ver que você continua
Acredita que pode mudar
Não enxerga suas limitações?
Não vê que suas esperanças são vãs ?

Você acredita que tem momentos de paz
Porem depois cai
Cai como nada
Seu corpo se espatifa na realidade, bela vida...

Piada você é
E o pior
tenho que ficar aqui preso
Vendo esse cantar agonizante...

Pode desistir
Você sabe ?
Mas pode continuar lutando
Estou aqui, afinal eu sou você...

Adeus novamente
Saiba que você é meu querido perdedor
Pode continuar, respire mesmo morto
Chorando e sozinho..."

Meu monstro . . .




" Olhe para mim
Sou o que você mais teme
Aquele que te encanta
Mas por que motivo então foge ?

Venha se aproxime criança
Não farei mal
Há não ser que mereça
Merece ?

Venha mais perto
Sinta meu cheiro podre
Observo o asco e fascinação
Você é tão clara pequena...

Esse é o limite
Ninguem jamais passou
Ninguem jamais ousou me libertar
Não seria você a fazer, não é ?

Veja minha pele marcada
Tantos corte
Tantos já me machucaram
Tantos já me mataram, e eu continuo aqui...

Não desvie o olhar
Sou muito belo de longe, não é ?
Sou um bom companheiro a distancia ?
Não se incomode com minha risada, sou louco...

Sou isso
Esse conjunto de merdas
Esse lixo imundo
Que não vale nem a pena existir...

Eu me seguro cada palavra
Cada gesto
Afinal
Ninguem quer um monstro a andar...

Vamos encoste em mim
Não vou morder
Não no inicio
Afinal sei me portar...

Está com a mesma vontade
Arrancar o rosto
Sair gritando
Até o ar acabar do pulmão... Eu estou...

Maldito corpo inútil
Pedaço disforme
Maldita existência
Carne, osso e desejo...


Vamos ficar surdos
Ouvindo a musica
Até os ouvidos estourarem
Escorrer sangue, para não ouvir a verdade...


Posso moer os ossos
Quebrar pescoços daqueles que ofenderam
Daqueles que prejudicaram
Ou apenas difamaram...

Mas para que ?
Não é... Fracos não lutam
Ficam a esperar o destino
Ficam apenas parados...

Não me olhe assim
Não fique triste
Sou esse monstro
Esse oceano fundo que ninguem quer conhecer...

Mas um dia irei sair
Um dia terei formas e armas
Não sobrará nada
Apenas um belo apocalipse, um mar de beleza...

Se estou rindo? estou
Posso chorar, mas estou rindo
Um dia a mesa irá virar
O monstro vai sair...

Nesse dia, não vai importar
Afinal ninguem segurou minha mão
Ninguem olhou tempo suficiente
Ninguem aguentou...


Esse é o limite
Agora pode fugir
O monstro está aqui
Intocável...

Mas um dia irei sair
Tudo vai ser diferente
Eu serei o que sou
Sem me frear, sem amarras, sem pesos...

Fuja criança
Conte como foi ver o monstro
Como foi mágico, vivo e intenso
Afinal sou apenas uma historia, uma lenda, um morto..."

Bom dia . . .


" Hoje é um bom dia
Para ir embora
Deixar tudo para trás
Para apenas deixar de existir...

De que vale tudo isso
Tantas voltas
Tantas vitórias
Se o que vem são derrotas?


Quero dizer
Te amo
Fique aqui
Vamos lutar, juntos...

Na verdade digo
Seja forte
Seja você mesma
Seja intensa e brilhe...

De que vale tantas vidas
Lembrar de cada momento
Aprender e reescrever
Se caiu no mesmo poço...Sozinho...

É como correr em círculos
Tão longos que parece
Que estou em um novo caminho
Mas me leva a mesma dor... Mesma morte...

Quero fugir
Chorar até terminar
Sem ancoras para impedir
Que vá sem motivo, sentido, direção...

Ninguem tem dimensão
O quanto dói
O quanto amarga
Ser esse maldito conselheiro...

Sinto falta
De eras passadas
De vozes que acalentam
Das promessas cumpridas...

Agora e novamente 

Me afundo
Observo meu monstro
E percebo ele mais vivo...

E o que adianta ?
O que irá servir ?
Nenhuma lágrima irá lavar essa dor

Sou um zumbi... Morto em vida...

Deve ser meu pecado
Minha sina
Minha missão
Ou apenas uma loucura...

As vezes desejo tanto
Mas não o faço
Resisto a tentação
Para esses amigos fáceis digo não...


É um bom dia para partir
Sem olhar para trás
Sem ao menos dizer adeus
Ninguem vai sentir falta...


Afinal a vida é efêmera
Um devaneio jocoso
Onde quem muito sabe
Pouco é feliz...

Já estou cansado
De verdade
Tantos espelhos quebrados
Nenhum é o certo...

Mas hoje é mais um dia
Não há nada novo, não é ?
A mesma historia contada
Mudasse os personagens, mas mesmos fins...

As vezes peço tanto
Mas resisto ao caminho mais fácil

Não novamente
É um bom dia... Para ir embora..."




sexta-feira, 6 de maio de 2016

Segundo ato...


" Nossa velha cantiga
Dança ardente
Densa cumplicidade
Devoção e dominação...

Templo de entrega
Paredes silenciosas
Testemunhas
Dos mais luxuriosos pecados...

Do batismo em fogo e couro
Amarras cuidadosas
Cera quente
E o doce frio de brincadeiras com gelo...

Minhas mãos em plenos abusos
Marcando sua pele
Seu corpo
Te fazendo lembrar, meu monstro...

Óleo a confundir com suor
Escorrendo lentamente
Despudoradamente
Lindo pingar...

Nossos cheiros se mesclando
Vontades a se unir
Gemidos a confundir
Pleno e alvo êxtase...

Eu a guiar
Em suas águas mais profundas
Redescobrindo seus piores almejos
Desenterrando seu demônio faminto...

Meu provar demorado
Sorvendo
Degustando
Saboreando como é bom ser seu ...

Mão perdidas
Usadas
Serviçais, em um único objetivo
Seu prazer...

Pescoço apertado
Cabelo Puxado
União
Como dois animais sedentos...

Quantas vezes já dançamos?
Saciamos nossa luxuria
Intensa simbiose
Louca nossa maneira de não ser...

Sem um roteiro, rodeios
Seguimos apenas um querer
Você em minhas mãos entregue
E eu pleno somente seu...

Senhor de sua satisfação
Dono de seu gosto
Mestre de seu jubilo

Possuidor de seu gozo...

Demônio que me possui
Amante que rasga minha alma
Amada cúmplice  dona de mim
Mulher que me incendeia enfeitiça...

Por fim ambos exaustos
Completos
Abraçados
Como um, sorrindo, Satisfeitos..."



Primeiro ato...





" Vejo minha cria
Bela e linda
Esbelta
Exuberante como a fiz...

Aquela que lapidei
Cuidei
Nutri
Eduquei...

Cada tapa
Sermão
Bronca
Lhe tornaram única, um rubi à brilhar...

Minhas mãos
Já decoraram cada fenda
Cada momento e intensidade
De seu ser encantador...

Minha pequena manhosa
Seu ar cheio de desejo
Provocante
Armadilha aos desavisados...

Tome sua prenda
Meu presente
Desejo e felicidade
Satisfeito com o que observo...

Sinto sua respiração
Seu arfar perante minha presença
Seus lábios mordidos com deleite
A espera de sua dádiva...


Vou saciar sua fome
Matar sua sede
Lambuzar com seu gozo
Admirar sua saliva em pleno êxtase...


Venha engatinhe
Mostre como é devota
Como é minha
Minha pequena pervertida...

Abra a boca
Morda
Nossa brincadeira apenas
Está começando...

Sinta a guia
Meu puxar
Meu anseio
Entalhe sedutor...


Olhe em meus olhos
Esqueça o mundo
Agora e aqui
Só existe meu desejo e seu prazer..."


terça-feira, 3 de maio de 2016

Nosso encantamento...

 

" Me encante com sua dança
Seu movimento
Sibilar e tentador
Minha pequena travessa...

Anseio pelos nossos movimentos
Essa louca vontade
Corpos unidos
Vontades saciadas...

Fome de seus toques
Seus passos em mim
Cheiro pelo quarto
Mãos e boca...

Deleite é sentir sua presença
Envolvendo minha alma
Acalentando meu corpo
Provocando o monstro, sorrindo...

Utopia bela
Una em nossa simbiose
Sede desse vicio
Que tenho em você, apenas você...

Deixe-me viver esse devaneio
Louco sonho de luxuria
Prazer e querer
Nosso longo ápice, nosso cume...

Excêntrica forma de amar
Juntos distantes
Querendo e afastando

Insanos e sãos...

Voluptuosa vida
Intensa
Viva
Deliciosa como é...

Fique em meus braços
Acompanhe-me nesse bailar
Sinta o toque, espíritos unidos
Arrepio bom, único, suspiro longo...

Minha amada e amante
Loucura perfeita nas imperfeições

Demônio rubro que me devora
Se entrega e devota sorri...

Novamente nos pegamos dançando
Em êxtase, em pleno jubilo
Desfrute pecaminoso de almas perdidas
Encontradas em doce desfrute, apenas nosso..."


 

Carta da saudades...


"Hoje acordei com uma saudade
    Daquelas gostosas
    Quentes, que nos abraçam
   De momentos bons e intensos
   Saudades de nossa interação...

Seu rosto
   Sorriso solto que me encanta
   Olhos curiosos e amáveis
   Seu carinho
   Toque quente, tantos suspiros...

Perdido em seus braços
   Como sinto falta de seu beijo
   De me esquecer em seus braços
   Me perder em suas pernas
   Ser você meu cobertor...

Nossas mãos entrelaçadas
   Meio abraço quente delicado
   Beijos sem compromisso, canto dos lábios
   Um afagar lento nos cabelos
   Querer dizer sem palavras, estou aqui...

Tantos caminhos desconexos
   Idas e vindas
   Perdições
   Mas ainda te sinto
   Um fio de sanidade nessa minha loucura...

Seu amor e prazer
   Gemido solto em grito
   Corpo quente a me procurar
   Desejo insano que me alimenta
   Seu monstro que adoro devorar...

Saudades apenas saudades
   De mais ninguém
   De mais nada
   Somente um procurar
   Um explorar antigo, de você...

Hoje acordei pensando em você
   Cheiro, gosto, tato e calor
   Fui intenso sozinho
   Buscando você
   Minha saudades..."

terça-feira, 12 de abril de 2016

Encanto...


" Contorno seu corpo
      dedilho suas nuances
         saboreio seu cheiro
Meu olhar busca seu caminho
Labirinto perdido
Luxúria proferida
Recitada em silêncio
Mordida travada nos lábios
Suor a escorrer pelos lençóis
Seu sibilante convite
Trama a me atrair
Me encantar
Punir
Demônio lindo
Succubus dançante
Sereia de belo tom
Minha perdição de carne
Ossos
Olhares e gestos
Sou um faminto lobo
Atraído por seus convites
Agora caça, presa, tolo velho enamorado
Aos seus pés
Nos seus encantos
    no perder de seus cheiros
Deleite insano
Minhas mãos em você
Seus lábios à morder
Seu corpo a devorar
Em gula tudo que te ofereço
É assim para mim
    diante meus famintos olhos
Você rubra succubus
Rubi de sangue
Amada imortal ."

terça-feira, 5 de abril de 2016

Torpe desilusão. . .


" N
ão pensar demais
não sentir demais
não sonhar demais
Transbordar é tão errado?
Tão solitário?

Maldita espiral que me consome
Me tira da realidade
Empurra minha vontade
Torce minha entranhas...

Que maldita vida é essa
Onde agora
Estou acudo
Por nada...

Minha dor
Meu pensamento
Torpe espiral de medo
Ódio e caos...

Não há porto seguro
Minha tormenta doí
O pensar é tão forte
Meu corpo se abala, estremece...

Os anjos da morte
Com suas garras
Me convidam
Dançam com minhas sensações...

Sou fraco
Um homem
Caindo em suas lamurias
Um tolo que escreve...

Como o céu, antes descrito
Agora pode ser esse inferno
Essa agonia
Essa tristeza...

Como é sufocante
Suor amargo
Sou um louco
Um velho perdido...

Agora grito
Solto minha pena
Rasgo esse veu
Amaldiçoo esse sangue ruim...

Como competir com deuses
Sou perita
Um fantasma
Vivendo pelas sombras...

Não há escapatória
Danço com os demônios
Que criei
Beirando esse precipício...

Mascaras pelo chão
Todas rachadas
Inúteis
Apenas mentiras...

Essa é a queda
O lado escondido do heroi
O turvo fundo do lago
Apenas minha espiral..."